NOSSA COMUNIDADE VIVA de VIANA - ANGOLA

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Prejecto Comunitário execuível em Viana


Objectivo Geral
Ensino e a Inserção Social regional:
Esperamos a resposta de todas as esferas de governo para o devido apoio. A educação infantil, embora de responsabilidade municipal, deve estar inserida em um projeto nacional de combate à exclusão e em favor de um uso melhor dos recursos destinados à educação. Por que? Porque é através dela que temos mais chances de amenizar a influência dos factores que levam muitos filhos desta pátria – crianças e adultos analfabetos, mães viúvas, viúvos e órfãos (na sua maioria de inocentes e guerrelheiros tombados na frente de combate), sem educação, sem saberem nada mais, senão o “gatilho” (só aprenderam a dar tiros e matar!), alguns com menos de um ano de escolaridade. Hoje poderão ter 20 – 40% de chances mais de para serem alfabetizados. Portanto, o papel da escola na vida destas crianças é crucial como problema da nossa densidade populacional da região. Sem ela, o analfabetismo e a pobreza que já atravessaram gerações de décadas de guerras e guerras (desde 1958), como uma herança indesejada. Mas, quanto mais tarde uma criança é absorvida, inclussa ou inserida no sistema escolar (da vida social), mais fácil se torna em estimulá-la a estudar e resgatá-la de um futuro de exclusão social.

Objectivo Específico:
Portanto neste Blog – http://mbanguidacosta.blog.post – a  inserção e inclusão social dos menos favorecidos à educação infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral dessas pessoas nos seus campos físico, psicológico, cultural, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade no seu acolhimento participativo.





Contexto histórico de guerra e planeamento do projecto: 

Muita gente perdeu a vida, outros desapareceram e outros são mutilados. A maior parte da sua população encontra-se refugiada nas zonas urbanas a nossa semelhança em Viana à procura de melhores condições de vida.
Contudo, quando a população é subescolarizada e 79% encontram-se abaixo da linha da miséria e/ou pobreza, a ação de creches e pré-escolas não é complementar e carece ainda da sua realização total. Os mais necessitados de atendimento, porém, são os menos beneficiados: entre os filhos de famílias com renda até ao salário abaixo mínimo, apenas 4% vão a creches e 50%  a pré-escolas, contra 30% e 90%, respectivamente, dos filhos de famílias com renda maior que dez salários.
Hoje, com o processo de paz em vigor no país, muitos são os esforços do governo, no sentido de recuperar as infra-estruturas destruídas pela guerra.. a inserção social dos militares e desmobilizados de guerra. A vida vai conhecendo alguma normalidade até a data presente, isto é depois dos 8 anos de Angola em Paz.
Em quase todos os municípios que compõem a província de Luanda, 90% já estão a ter ao menos um estabelecimento para a educação infantil (50% possuem creches e 70%, pré-escolas). Infelizmente, grande parte fazem esquemas no tempos ao que se reflete em espaços inadequados para atividades recreativas e pedagógicas e sociais do pessoal pouco apropriado e capacitado.   

Em Áfria, a Unicef, ao propos Angola como primeiro país para a elaboração do Índice de Desenvolvimento Infantil e concluiu que 42% dos nossos municípios prestam assistência deficiente à população entre zero e seis e dos sete aos doze anos. Assim, nosso trabalho não se limita a expandir o acesso a estabelecimentos de educação infantil, a inserção e inclusão no sistema educativo como determina sistema educa-Angola. É preciso, também, fiscalizar para que obedeçam aos padrões mínimos de qualidade fixados pelo Ministério da Educação e cuidar para que contem com uma equipe de professores e assistentes sociais bem preparados e motivados. É preciso, enfim, que se tornem centros de assistência e inserção integral à infância, altamente conectados à comunidade em que actuam, nos quais poderemos começar a combater, com sucesso, as causas do retumbante fracasso do ensino público e privado  em suas inaturadas corrupções extirpando estas velhas desigualdades.


Deficientes físicos podem melhorar
se forem apoiados com assistência à saúde ao emprego


Trinta e quatro deficientes físicos controlados pela direcção provincial da Associação Angolana dos Deficientes Físicos Ex-Militares de Guerra (Ammiga) foram enquadrados, em 2009, na função pública, informou ontem o responsável da instituição, António Nicolau.
Segundo o director, dos deficientes enquadrados 19 foram na área da saúde e 15 na educação, dentro dos parâmetros do concurso público decorrido em 2009.
António Nicolau manifestou-se satisfeito pelo facto do governo estar a implementar os dois por cento que salvaguardam o enquadramento de deficientes físicos nas instituições públicas.
O responsável disse ainda ter sido feito um censo ao nível dos municípios, no qual se constatou a existência de muitos deficientes físicos sem estabilidade social, desempregados e sem formação profissional.
Explicou que, com vista a se ultrapassar tal situação, a instituição tem trabalhado, em colaboração com a direcção provincial do Ministério da Administração Pública, Emprego e Segurança Social (MAPESS), na formação dos associados nas áreas de educação, saúde, serralharia e canalização. Por outro lado, disse sentir-se satisfeito pelo facto dos deficientes e suas famílias beneficiarem, nos próximos tempos, de medicamentos gratuitos. Actualmente na sede do município de Malange, a direcção provincial da Associação Angolana dos Deficientes Físicos Ex-Militares de Guerra (Ammiga), controla 2 mil 880 deficientes físicos.

O dia 1 de Outubro foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), desde 1991, como o Internacional do Idoso, com vista a uma reflexão, promoção e protecção dos seus direitos e dificuldades.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2000 havia 600 milhões de idosos no mundo, mas este número irá dobrar em 2025.
O envelhecimento continua a ser visto como uma condição de profunda degradação, sendo os idosos infantilizados, desvalorizados e, muitas vezes, excluídos. Por isso, cabe à sociedade, e em especial aos psicólogos, contribuírem para a construção de uma nova imagem associada ao envelhecimento.
Conforme a pirâmide do envelhecimento se transforma num rectângulo, dever-se-á compreender que a faixa etária dos 65 aos 80 engloba um número cada vez maior de pessoas, cujas qualidades e competências se mantêm suficientemente activas para serem cidadãos tão válidos como quaisquer outros.
Os cuidados de saúde mental nesta faixa etária são extremamente negligenciados. De acordo com as estatísticas, os idosos sofrem menos perturbações psiquiátricas do que os outros adultos.
Para a ONU, os idosos estão divididos em três categorias: Pré-idosos (entre os 55 e os 64 anos), os Idosos Jovens (entre 65 e 79 anos ou 60 e 69 anos, para quem vive na Ásia e na região do Pacífico) e Idosos Avançados (com mais de 70 ou 80 anos).
A organização considera que o envelhecimento populacional deveria representar um triunfo do desenvolvimento social e da saúde pública. Nos países desenvolvidos, em particular, o desenvolvimento socio-económico tem ocorrido com o envelhecimento populacional, enquanto nos em desenvolvimento o surgimento de novas tecnologias médicas, preventivas, de diagnóstico e curativas, com novos recursos terapêuticos, fornece meios para prevenir as mortes causadas pelas doenças na meia-idade e nos indivíduos que começam a envelhecer. Assim sendo, profundas diferenças sociais ficam estabelecidas entre esses dois universos diferentes.
O processo de envelhecimento populacional iniciado nos países em desenvolvimento, com um interregno de cerca de cem anos em relação à Europa, mostrará rápidas mudanças nessas nações, projectando um crescimento na população idosa entre 200 por cento e 400 por cento nos próximos 20 anos.
A Espanha será o país mais velho do mundo em 2050, com uma média de idade de 55 anos e quatro pessoas sexagenárias por cada criança, segundo dados das Nações Unidas, resultantes do trabalho de uma socióloga.
O estudo indica que depois da Espanha estarão a Itália, Eslovénia e Áustria, com 54 anos de idade média em 2050.
Outros dez países terão mais de 10 por cento da população com mais de 80 anos.

Cuidar dos nossos mais velhos
Em Angola, segundo dados divulgados em Novembro de 2008, o Governo controla e assiste em todo o país 226.597 pessoas idosas nas comunidades em situações de vulnerabilidade, sendo 123.761 mulheres e 102.836 homens, além de 14 lares de assistência que albergam um total de 1.056 idosos.
De acordo com uma fonte do Ministério da Assistência e Reinserção Social, que divulgou os dados à Angop, a protecção e assistência social à pessoa idosa é um dever e uma obrigação de todos.
Os idosos são entidades importantes que estão entre o passado, o presente e o futuro, já que o seu saber, vivência e experiência constituem um vínculo vital para o desenvolvimento de qualquer sociedade. No seu ponto de vista, “os idosos devem ocupar o lugar que merecem, porque é responsabilidade do Governo proporcionar a oportunidade de continuarem a ter uma vida activa, participando voluntariamente em actividades apropriadas às suas capacidades”.
Por outro lado, a psicóloga Maria da Encarnação Pimenta defende a realização de encontros periódicos entre mais velhos e jovens, para o resgate e a transmissão dos valores cívicos, morais, éticos, culturais e troca de informações no geral, oportunidade que foi retirada aos angolanos durante a guerra. A psicóloga, disse à Angop, em Luanda, que antigamente os mais velhos passavam testemunhos aos jovens, mas que, com a guerra, as pessoas deslocaram-se, deixando os seus lugares de origem, onde observavam normas de vivência e leis.
Encarnação Pimenta disse ser necessário que os mais velhos dêem oportunidade aos jovens, de ouvir as suas experiências e vice-versa, pois “os idosos também podem aprender com os mais novos”. 



Angola, devastada por uma longa guerra civil (1975-2002), realizou avanços notáveis na Saúde e na Educação, segundo um relatório conjunto entre o Executivo angolano e o Fundo das Nações Unidas para a Infância publicado ontem e citado pela Agência France-Presse (AFP).
“Progressos importantes foram feitos em termos de nutrição, da Educação, da igualdade entre os sexos, da mortalidade infantil, do paludismo e do controlo do vírus da sida”, declarou o representante da UNICEF em Angola, o Dr. Koen Vanormelingen, num comunicado sobre o relatório distribuido em Luanda.
“Há mais crianças nas escolas primárias do que antes”, acrescentou o Dr. Koen Vanormelingen. A frequência das escolas primárias passou de 56 por cento para 76 por cento entre 2001 e 2010, com quase tantas raparigas como rapazes, indica o relatório citando pela agência de notícias francesa.
Desde o último estudo sobre esta matéria, elaborado um antes do fim da guerra civil, a taxa de mortalidade passou de 250 para 195 por 1000 e a percentagem de mortes por paludismo de 35 por cento para 23 por cento, precisa do estudo.
A taxa de crianças de menos de cinco anos subnutridas é agora de apenas de 16 por cento, comparativamente aos 31 por cento anteriores, mas a má nutrição crónica atinge ainda 40 por cento das crianças de todas as idades.
O representante da UNICEF diz que o abastecimento em água potável e as condições de higiene são fundamentais para manter as melhorias alcançadas.  O estudo refere que apenas 42 por cento da população angolana tem actualmente acesso à água, o que combinado com as más condições de higiene oferece um terreno favorável à cólera e ao regresso da poliomielite.
A guerra, escreve a AFP, custou a vida a 500 mil pessoas e forçou quatro milhões de angolanos a deslocarem-se, nomeadamente para Luanda, onde floresceram os bairros degradados. Actualmente, sublinha a agência, 87 por cento da população urbana vive nestes bairros suburbanos. Fonte: (http://jornaldeangola.sapo.ao/search?k=Deslocados de guerra)

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